Prioridades estratégicas 2026
Como Comitê, selecionamos (e reavaliamos e revisamos periodicamente) prioridades estratégicas como reflexo das questões de maior impacto que emergem das solicitações que nos são feitas. Desenvolvemos ainda mais conhecimento especializado sobre essas prioridades, o que orienta nosso trabalho enquanto pressionamos a Meta a tratar os usuários de forma justa e respeitar a liberdade de expressão. Essas prioridades servem como base para a seleção dos casos que analisamos.

Automação e IA
Com o conteúdo sendo gerado por IA e muitas das decisões de moderação de conteúdo da Meta sendo tomadas por sistemas automatizados, o Comitê tem consistentemente solicitado transparência em torno desses processos. Também pressionamos a Meta a abordar a aplicação automatizada imprecisa, que evidenciou o impacto de tais erros em diferentes grupos. Transparência e precisão são ainda mais urgentes, visto que plataformas online estão implantando ferramentas com inteligência artificial capazes de gerar grandes quantidades de conteúdo potencialmente prejudicial e de tomar decisões de aplicação que podem limitar indevidamente a liberdade de expressão dos usuários. As plataformas devem respeitar a liberdade de expressão e incluir os direitos humanos ao projetar e implementar esses modelos, bem como ao adaptar suas políticas e abordagens de aplicação.

Os direitos e interesses das crianças e adolescentes
A mais recente prioridade do Comitê reflete e responde ao crescente interesse global em aprimorar e proteger as experiências online de adolescentes, considerando como as empresas de tecnologia e suas plataformas podem impactá-los e influenciá-los. Proteger seus direitos à liberdade de expressão e ao acesso à informação, ao mesmo tempo em que se consideram políticas que aumentem sua segurança contra exploração, abuso e outros danos fora do ambiente online, é um dos maiores desafios enfrentados pelas plataformas digitais atualmente.

Situações de crise e conflito
Em momentos de crise, como conflitos armados, agitação civil, ataques terroristas e desastres naturais, o uso das redes sociais pode ajudar as pessoas a trocar informações, debater questões públicas e documentar violações de direitos humanos. Por outro lado, durante esses períodos, a desinformação e os incitamentos à violência e ao ódio podem causar efeitos negativos mais imediatos e severos. Nosso trabalho já levou a Meta a implementar um Protocolo de Política de Crise, auxiliando suas plataformas a se prepararem melhor para essas situações. Além disso, estamos analisando a eficácia dos esforços da Meta durante conflitos na identificação de ameaças graves contra trabalhadores humanitários e comunidades vulneráveis e levar em conta o direito internacional humanitário.

Eleições e espaço cívico
Garantir o fluxo livre de informações políticas nas mídias sociais é fundamental, sobretudo durante períodos eleitorais, quando o processo de votação pode ser influenciado por fatores como a supressão de conteúdo ou a circulação de informações enganosas ou desinformadas.As plataformas precisam agir rapidamente sempre que a integridade eleitoral estiver ameaçada e a liberdade de expressão estiver em risco, especialmente em contextos de protestos em grande escala. Desde o começo, o Comitê tem orientado a Meta a levar em conta o contexto ao moderar conteúdo político, com o objetivo de evitar tanto a fiscalização excessiva quanto a insuficiente, protegendo a dissidência e restringindo publicações que violem as regras. Nosso trabalho também envolve a defesa do direito à participação na vida pública, avaliando a eficácia das políticas da Meta nesse campo.

Gênero
O abuso facilitado pela tecnologia, fundamentado em questões de gênero e sexo, não só silencia vozes individuais, como também pode ser coordenado para impedir o debate público, principalmente quando jornalistas, políticos, ativistas e defensores dos direitos humanos são os alvos. Essas formas de intimidação, assédio e bullying preocupam o Comitê, assim como casos que demonstram os obstáculos persistentes à liberdade de expressão de mulheres e pessoas LGBTQIA+.

Influência e pressão do governo sobre plataformas
Os casos que analisamos até agora levantaram preocupações sobre a relação da Meta com governos, incluindo pedidos de remoção de conteúdo, garantias de devido processo legal e níveis de transparência. O Comitê vai investigar como a pressão governamental influencia as plataformas na formulação e aplicação de suas políticas de conteúdo, especialmente quando isso ocorre de maneira indireta ou sem transparência, além de examinar campanhas coordenadas voltadas a suprimir ou favorecer discursos alinhados aos interesses estatais.

Discurso de ódio contra grupos marginalizados
O discurso de ódio, além de fomentar um ambiente online discriminatório, pode, em seus casos mais extremos, desencadear violência grave e atrocidades no mundo offline. Por esse motivo, lidar com discursos que geram danos significativos, sobretudo quando direcionados a grupos marginalizados, continua sendo uma parte essencial de nosso trabalho. Ao mesmo tempo, buscamos assegurar que essas políticas mantenham espaço para o debate público legítimo — mesmo quando envolvem opiniões controversas ou impopulares — e evitar a restrição da contra-argumentação.
Trabalhar com as partes interessadas em nossas prioridades estratégicas
Queremos estabelecer parcerias com as organizações para entender as áreas em que a Meta precisa melhorar com mais urgência e que tipos de caso pode ajudar a resolver.
Para falar sobre como sua organização pode participar, entre em contato pelo endereço engagement@osbadmin.com